quarta-feira, 30 de março de 2016

CONTOS EMBALADOS - HISTÓRIAS PARA BEBÊS (E PARA REDESCOBRIR OBJETOS)


"A capacidade de simbolizar nasce com o ser humano e estrutura- se a partir de dois movimentos: conhecer o objeto e perder o objeto. Simbolizar é sentir a perda. É olhar e substituir o objeto perdido por outro".

E como faz uma contadora de histórias que pratica esse jogo simbólico de brincar de transformar objetos (objetos literalmente) há 10 nos e agora depara-se com pequenos seres humanos que ainda não conhecem o objeto para entrar no jogo e substitui-lo?

Aventura-se em um novo jogo de conhecer com os pequenos os objetos e contar histórias usando-os exatamente como são! Por que "redescobrir tem exatamente o mesmo peso de descobrir, pois olhar agora, olhar de novo um objeto é ter diante de si um novo objeto".

Novas histórias, novos objetos, novo encantamento, e o público bem novinho!


Contos Embalados - histórias para bebês: todos os domingos às 10h30 e 11h30 no SESC Osasco.

quinta-feira, 24 de março de 2016

CONTAÇÕES E OFICINA 02 E 03 DE ABRIL 2016

Na próxima semana inicio uma maratona de apresentações, em Bibliotecas, Livrarias, SESCs e Escolas.

Ministrarei ainda uma oficina contextualizada com temática dos Jogos Olímpicos 2016.

Abaixo flyer de divulgação de algumas atividades de 02 e 03 de abril. Programação completa divulgo antes de 1º de abril, se não ninguém vai acreditar!!!



terça-feira, 8 de março de 2016

Chapéu Violeta (Texto de Mário Quintana)

Hoje é o Dia Internacional da Mulher


Aos 3 anos: Ela olha pra si mesma e vê uma rainha.
Aos 8 anos: Ela olha para si e vê Cinderela.
Aos 15 anos: Ela olha e vê uma freira horrorosa.
Aos 20 anos: Ela olha e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, decide sair mas, vai sofrendo.
Aos 30 anos: Ela olha pra si mesma e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso muito encaracolado, mas decide que agora não tem tempo pra consertar então vai sair assim mesmo.
Aos 40 anos: Ela se olha e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, mas diz: pelo menos eu sou uma boa pessoa e sai mesmo assim.
Aos 50 anos: Ela olha pra si mesma e se vê como é. Sai e vai pra onde ela bem entender.
Aos 60 anos: Ela se olha e lembra de todas as pessoas que não podem mais se olhar no espelho. Sai de casa e conquista o mundo.
Aos 70 anos: Ela olha para si e vê sabedoria, risos, habilidades, sai para o mundo e aproveita a vida.
Aos 80 anos: Ela não se incomoda mais em se olhar. Põe simplesmente um chapéu violeta e vai se divertir com o mundo.
Talvez devêssemos por aquele chapéu violeta mais cedo!

Mário Quintana

Texto e imagem tirados da excelente página da Biblioteca Municipal de Beja José Saramago, do Facebook  https://pt-br.facebook.com/bibliotecamunicipaldebeja

Apesar de não gostar das homenagens e das comemorações que representam essa data por N motivos, um bom texto vale sempre ser compartilhado. E se foi hoje que ele se fez presente, que lhes ofereça hoje como presente!!! 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

OFICINAS DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS 2016

Confira Programação de Oficinas de Contação de Histórias nas Livrarias Paulinas de São Paulo no 1º Semestre de 2016:

LIVRARIA PAULINAS DOMINGOS DE MORAES 
(em frente estação Ana Rosa do Metrô)

Na Livraria Paulinas Vila Mariana, o tema das Oficinas será "Recursos para Contar Histórias". Partindo de recursos pessoais (voz, gestos, memória) e visuais (origamis, objetos cotidianos e simbólicos) os participantes terão a oportunidade de conhecer as possibilidades do uso desses recursos agregando a esse exercício a contação de histórias. Os encontros são práticos e mensais, em cada mês Paula Knoll, que conta histórias com objetos,  e Irene Tanabe, que conta histórias com origamis, alternam o conteúdo das Oficinas. 
Inscrições: (11) 5081-9330 / promodomingos@paulinas.com.br.

MARÇO: Era uma vez a Páscoa - em símbolos, signos e objetos (com Paula Knoll). Dia 05 de março, sábado, das 9h30 às 12h30



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ABRIL: Histórias Contadas com Origamis – Dia das Mães. (com Irene Tanabe  http://origamii.wordpress.com) . Dia 16 de abril , sábado, das 9h30 às 12h30


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MAIO: E foram criativos para sempre - o uso da criatividade para contar e encantar. (com  Paula Knoll). Dia 07 de maio , sábado, das 9h30 às 12h30


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JUNHO: Histórias Contadas com Origamis – Festas Juninas. (com Irene Tanabe). Dia  04 de junho, sábado, das 9h30 às 12h30

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LIVRARIA PAULINAS XV DE NOVEMBRO 
(estação Sé do Metrô)

Na Livraria Paulinas XV de novembro, os Jogos Olímpicos 2016, apresentam uma ótima oportunidade para conhecer melhor a cultura dos 4 maiores continentes que estarão no evento Rio 2016 e contar histórias da Ásia, América, África e Europa.
Em cada oficina mensal  Paula Knoll contextualiza  1 material específico para praticar a arte de contar histórias (tecidos, objetos sonoros, objetos cotidianos e objetos culturais), em 1 eixo temático do Projeto Reconstruir. (Identidade, Diversidade, Convivência e Convivência Planetária).
Inscrições: (11) 3106-4418 / liv15@paulinas.com.br.

MARÇO: Identidade - Histórias da Europa por trás do pano. Dia 12 de março, sábado, das 9h30 às 12h30


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ABRIL: Diversidade - "O Som que vem da África". Dia 02 de abril, das 9h30min às 12h30min

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MAIO: Convivência- "Os Objetos que fazem a América". Dia 21 de maio, das 9h30min às 12h30min


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JUNHO: Convivência Planetária - "Mercado de Histórias da Ásia". Dia 18 de junho, das 9h30min às 12h30min 


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Inscreva-se, divulgue, as vagas são LIMITADAS!!!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Iemanjá ajuda Olodumare na criação do mundo

XXIII – Mitologia dos Orixás: Iemanjá [220] [221]
Iemanjá
Reginaldo Prandi

Iemanjá ajuda Olodumare na criação do mundo



Olodumare-Olofim vivia só no Infinito, cercado apenas de fogo, chamas e vapores, onde quase nem podia caminhar. Cansado desse seu universo tenebroso, cansado de não ter com quem falar, cansado de não ter com quem brigar, decidiu pôr fim àquela situação. Libertou as suas forças e a violência delas fez jorrar uma tormenta de águas.

As águas debateram-se com rochas que nasciam e abriram no chão profundas e grandes cavidades. A água encheu fendas ocas, fazendo-se os mares e oceanos, em cujas profundezas Olocum foi habitar.
Do que sobrou da inundação se fez a terra.

Na superfície do mar, junto à terra, ali tomou seu reino Iemanjá, com suas algas e estrelas-do-mar, peixes, corais, conchas, madrepérolas. ali nasceu Iemanjá em prata e azul, coroada pelo arco-íris Oxumarê.

Olodumare e Iemanjá, a mãe dos orixás, dominaram o fogo no fundo da Terra e o entregaram ao poder de Aganju, o mestre dos vulcões, por onde ainda respira o fogo aprisionado. O fogo que se consumia na superfície do mundo eles apagaram e com suas cinzas Orixá Ocô fertilizou os campos, propiciando o nascimento das ervas, frutos, árvores, bosques, florestas, que foram dados aos cuidados de Ossaim.

Nos lugares onde as cinzas foram escassas, nasceram os pântanos e nos pântanos, a peste, que foi doada pela mãe dos orixás ao filho Omulu.
Iemanjá encantou-se com a Terra e a enfeitou com rios, cascatas e lagoas. Assim surgiu Oxum, dona das águas doces.

Quando tudo estava feito e cada natureza se encontrava na posse de um dos filhos de Iemanjá, Obatalá, respondendo diretamente às ordens de Olorum, criou o ser humano. E o ser humano povoou a Terra.

E os orixás pelos humanos foram celebrados.

Fonte: http://contosdobaitasar.blogspot.com.br/

Que linda lenda! Mais do que respeito por todas as religiões, eu tenho verdadeiro encantamento por suas histórias. Que nesse dia 02 de fevereiro, dia de Iamanjá, possamos celebrar também os bons humanos que ainda cuidam e preservam nossa mãe natureza!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

ANO OLÍMPICO DE HISTÓRIAS OU QUEM CONTA UMA HISTÓRIA CONQUISTA UMA VITÓRIA!

Os Jogos Olímpicos 2016 apresentam uma ótima oportunidade para conhecer melhor a cultura dos 4 maiores continentes que estarão no evento Rio 2016 e contar histórias de países da Ásia, América, África e Europa.

Convidamos o público para um jogo lúdico com histórias e músicas regionais, objetos e palavras. E a brincadeira já começa com os títulos das histórias, que remetem ao tema e tipo de objeto usado como linguagem para contar cada conto. Confira:

Ano Olímpico Poético: HISTÓRIAS DA EUROPA POR TRÁS DO PANO
Apresentamos com tecidos contos preparados com elementos de diversas culturas de países europeus, sempre com uma pitada de música local. Seja através do humor, do fantástico ou do mistério, os contos narram muito dos costumes regionais mas falam, sobretudo, do universo comum da imaginação.

Histórias da Europa por trás do pano (foto Biblioteca São Paulo)

Ano Olímpico Acústico: O SOM QUE VEM DA ÁFRICA
Narrativas cuja proposta é desafiar o público,  a solucionar os enigmas apresentados às personagens, antes do desfecho das histórias. Saiba como a sabedoria se espalhou pelo mundo, através de lendas e cantigas de roda africanas. 

O Som que vem da África (foto Rafael Koga)

Ano Olímpico Rústico: OS MITOS QUE FAZEM A AMÉRICA
Os mitos e lendas indígenas nasceram tentando responder a algumas perguntas: Como o mundo foi criado? Como começou a vida na Terra? Como surgiram a lua e as estrelas? Vamos descobrir essas respostas em forma das mais belas histórias e cantos de índios de diferentes países da América.

Os mitos que fazem a América (foto Rafael Koga)

Ano Olímpico Simpático: MERCADO DE TOLOS DA  ÁSIA.

Muitos contos populares que conhecemos de heróis tolos e bobos, vieram da Ásia, e são contados há muitos e muitos anos. Selecionamos histórias originais desses heróis que fazem mil coisas erradas, mas no fim, meio sem querer, acabam se dando bem. 

Mercado de tolos da Ásia (foto Rafael Koga)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

A LUA CAIU NO POÇO



Numa noite de verão, Hodja vai para seu jardim. Levanta a tampa do poço e assusta-se ao ver a lua lá dentro, no fundo do poço. Fica incomodado por a lua ter caído lá em baixo. Amarra um gancho de ferro numa corda grossa e atira para o poço na esperança de voltar a colocar a lua no seu lugar. Puxa com muita força, mas o gancho fica preso e de repente a corda solta-se. Hodja cai para trás e quando olha para cima, vê que a lua está no céu, onde pertence. Ele diz a si mesmo: "Bem, eu caí e machuquei as costas. Mas pelo menos eu tirei a lua do poço e coloquei-a novamente no lugar". (do livro Anedotas de Nasreddin Hodja)

Que em 2016, nossa capacidade de agir seja sempre mais potente que a realidade permanente, nossa vontade de "salvar a lua" esteja sempre presente, ainda que ela permaneça no seu lugar.