sábado, 22 de fevereiro de 2014

LER

Todo início de ano o volume de apresentações é bem tranquilo. Houve um tempo em que esse ritmo me incomodava...

Hoje compreendo que esse momento pode se aproveitado para retomada de fôlego e abertura de espaços para o que há por vir. Esse ano especialmente, em que precisarei me dedicar ao temido TCC da Pós A Arte de Contar Histórias, o tempo vago foi recebido como um prêmio para poder ler duas obras indicadas para a matéria Memória, imaginação e imaginário: 1. A memória coletiva, de Maurice Habwachs; 2. A Odisseia, de Homero.

Surpreendentemente me vi completamente envolvida nas aventuras de Odisseu, que esteve comigo desde janeiro, de quem me despedi essa semana, após apresentação de trabalho.

Ler essas obras me deixou com essa sensação:
 

 

Ps: Criei a arte acima por completa falta de disciplina e prazer em ficar ociosa. Ela faz parte de um conjunto de artes com imagens de uma revista da década de 30, "casadas" com frases que marcaram meu Curso de Pós até então. Conforme contexto, vou publicando outras dessas artes com os textos do blog.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

OS CINCO SINOS

Olá!

Oba!!! Agora sim, com computador novo poderei me dedicar um pouquinho ao blog e com um mínimo de qualidade de formatação de texto nas postagens. Aproveito essa deliciosa e necessária renovação para transcrever um conto, bem adequado ao nosso momento de início de ano, reinicio de ciclos, fase propícia para aberturas e mudanças.

As histórias reais e atuais volto logo para contar, agora fique com: 

OS CINCO SINOS

Era uma vez um hotel chamado Estrela de Prata. O hoteleiro não conseguia fazer a receita cobrir as despesas, embora se esforçasse ao máximo para atrair hóspedes oferecendo um hotel confortável, um serviço cordial e preços razoáveis. Por isto, desesperado, foi consultar um sábio.
- É muito simples. Você deve mudar o nome do hotel.
- Impossível, - retrucou o hoteleiro. - Há gerações ele é Estrela de Prata, assim é conhecido em todo o país.
- Não, - disse o sábio com firmeza. - Agora você deve chamá-lo de Cinco Sinos e, na entrada, colocar uma fileira de seis sinos.
- Seis sinos? Isso é absurdo! De que adiantaria?
- Experimente e verá, - recomendou o sábio com um sorriso.
Então, o hoteleiro experimentou, e eis o que viu: cada viajante que passava pelo hotel fazia questão de entrar para apontar o erro, acreditando que ninguém o notara. Uma vez lá dentro, impressionava-se com a cordialidade dos serviços e ficava para repousar, propiciando ao hoteleiro, desse modo, rendimentos que ele não conseguira por tanto tempo.
Às vezes, o esforço, a persistência e a insistência não são suficientes para levar-nos ao objetivo almejado. É preciso mudar.
Mudar conceitos, a forma de pensar, a forma de agir. Mudar o caminho traçado.
Autor desconhecido
 
 
 

 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

FIM DE SEMANA ESPECIAL

PENÚLTIMO SÁBADO DO ESPECIAL FOLCLORE PAULISTA NO SESC ITAQUERA
DOMINGO, DIA 25 ÀS 10H : ESPECIAL A LÍNGUA PORTUGUESA É UMA SURPRESA

quarta-feira, 24 de julho de 2013

POR ONDE ANDEI (JULHO)

Em julho reservei as 2 primeiras semanas para curtir as férias com o filhote (de 12 anos!), e acabei aproveitando para dar continuidade ao Projeto de Folclore Paulista que estreio em agosto no SESC Itaquera.

Impulsionada e inspirada pelo Curso de Pós Graduação, senti a necessidade de sair em busca das histórias em viagens, encarnado um pouco a figura clássica do contador de histórias representado pelos marinheiros e mascates. No fundo essa figura sempre esteve presente em mim, já que viajar é um dos meus maiores prazeres, e agora consigo uni-lo conscientemente com minha profissão.


PRIMEIRA PARADA: SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Vai aí um pouquinho do que colhi a partir de São José dos Campos, quando comecei minha viagem enquanto acontecia o Revelando São Paulo Vale do Paraiba http://revelandosaopaulo.org.br/rv/


 Vi pessoalmente e pela primeira vez um Folguedo, a Cavalhada.

 Saboreei a culinária, já a partir do visual dos objetos utilizados para prepará-la! 



Apreciei o artesanato e conversei um pouquinho com artesãos.


A partir do contato que havia feito por e-mail com a escritora Sônia Gabriel (foto), autora do blog e do Livro Mistérios do Vale (http://misteriosdovale.blogspot.com.br/), conheci e conversei com pesquisadores e gestores culturais, que com muita atenção, orgulho e prazer me passaram informações, contatos, referências, histórias e livros. 

Pesquisar é se surpreender! Saí para colher histórias orais e acabei trazendo na bagagem mais livros, o que me surpreendeu, mas era de se esperar, afinal, sendo filha de Professores de Português, colher histórias de livros faz parte da minha educação, da minha história e da minha natureza. Os livros e as pessoas que os escrevem estarão sempre no meu caminho, e eu agradeço por tê-los sempre assim por perto!  

SEGUNDA PARADA: JOANÓPOLIS


Na segunda semana, viajei, pelo 4ª vez em 10 anos para Joanópolis, a Terra do Lobisomem! Já ouvi e já contei muitas histórias de lá, mas não custa aproveitar mais um pouquinho esse lugar lindo e refrescar a memória para que em agosto as histórias estejam mais fresquinhas que nunca.




Joanópolis: 4 dias tendo essa vista linda da Serra da Mantiqueira, e ouvindo causos em passeios a cavalo com o peão Erich que me contou histórias de Mulheres de Branco, Curupiras e claro, Lobisomens!

Essas histórias estarão sempre vivas e me acompanhando, assim como Cowboy, esse meu amigão de 20 anos que conheci e sempre visito em Joanópolis!

POR ONDE ANDEI

Desculpe,
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo

Faço minhas as palavras de Nando Reis. Minha justificativa é sempre a mesma: “estou trabalhando em uma nova produção etc, etc"... mas, enfim, a verdade é que de qualquer forma estou conseguindo manter minha meta de atualizar o blog pelo menos 1 vez por mês, mesmo que seja como " ler o jornal de ontem com notícias de anteontem" (by Barão Vermelho) mas vamos lá, as imagens contam um pouquinho:


JUNHO: Houve pela primeira vez em Santo André a Jornada Cultural, onde me apresentei dia 08, na Biblioteca Nair Lacerda, com a adorada "O Gato Malhado e A Andorinha Sinhá de Jorge Amado" (antecipando o Especial A Língua Portuguesa é uma Surpresa -foto Cida Knoll)...

... e dia 09 com o clássico O Machado de Prata, apresentado desde 2008, e que continua encantado a mim e ao público com a belíssima, atualíssima e necessária história sobre Natureza e Meio Ambiente. O tema foi o destaque das demais apresentações e Oficinas do Mês. (foto Carmela Giura)